Quem sou eu

Japonês, gaúcho e nerd.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fim de semana testando os anões

O fim de semana foi quase que completamente dedicado ao LOTR, portanto há muito o que contar, mas prefiro começar este post pelos comentários dos posts anteriores:



@Denis: seu comentário sobre eu ter dado sorte no caso da morte no site 2 me fez pensar em um post só sobre "dar sorte", é uma discussão muito boa mesmo, que envolve todo tipo de jogo, de cardgames às coisas críticas na vida. Se tudo é jogo, é possível ter sorte ou azar em tudo. A questão é, quanto dessa balança vc pode controlar, e como? Dia desses que eu estiver inspirado escreverei sobre isso.

@Júnior: a idéia de um glossário casa bem com a proposta deste blog, que é de gerar conteúdo em português sobre uma infinidade de assuntos, com o objetivo de não deixar este conhecimento se perder. Sem dúvida,, quero que os posts sejam acessíveis a quem não domina o vocabulário ou mesmo o jogo, então vou manter isso em mente. Mas por restrição de tempo creio que a idéia do glossário vai ter q ficar pra mais tarde.







Agora que isso saiu do caminho, o contexto: Patroa tem sido minha adversária mais frequente recentemente, desde q a fissura por jogar cartas voltou. Meses atrás as cartas todas foram movidas pra casa dela sob pretexto de organizar a coleção, comprar e colocar shields em todos os decks, descartas as sleeves velhas, etc. Acabou que tudo ficou lá, e tem acontecido recentemente de passarmos o fim de semana jogando. É bom pq não gastamos saindo :D

Desde que voltamos a jogar, ela assumiu o controle do deck de Dwarf/Troll Swarm. A fellow foi mudando para corresponder ao estilo da pilota, hj é um deck que praticamente não dá pontos, e não baixa companions, exceto por uma cópia solitária de um Grimbeorn, que ajuda também a circular a mão de shadow quando travada. A fellowship é formada por Gimli Ringbearer, Durin e Glóin, q foi a opção encontrada para ajudar a montar uma mão forte de shadow, o que pede alguma dedicação a conditions de token. Além disso Till Durin Wakes Again garante que a fellowship aguente muito dano caso esteja vendo seu próprio site path. No outro lado, uma shadow já conhecida e infame, capaz de baixar muitos minions fierce e damage+1, também capaz de reciclar minions da discard pile e de se virar bem com um twilight pool limitado.

Como foram muitas partidas contra muitos decks diferentes, vou comentar em linhas gerais os match-ups, e o q foi possível tirar de cada um deles.

Elves/Morgul Orcs: eu havia modificado a fellowship inteira e a shadow era também uma experiência, portanto foi o confronto mais jogado, com duas vitórias pra cada lado. Aqui vale detalhar um pouco o deck para depois falar sobre o match-up.

Na fellowship, ao invés de começar com Elladan e Elrohir, eu mudei um pouco a estratégia, voltei a utilizar Elven Bows, e decidi começar com Arwen Queen of Elves and Men e Legolas of the Grey Company, além é claro da Galadriel Ringbearer. Incorporei também 3 raras de Treachery and Deceit q causam um certo estrago: Glorfindel, Gil-Galad e Galadriel's Silver Ewer.



Gil-Galad reaproveita os skirmish events (ou as Seclusions) da discard pile, corrigindo uma falha q todo Elvent deck tinha: os momentos em que a mão deixa a desejar, ou por estar travada com cartas de shadow, ou por pura falta de sorte (mesmo em um build que tem 12 eventos de skirmish, isso acontece com certa frequência).

EDIT: mas q errata do mal!!! Gil-Galad só puxa de volta eventos de skirmish. Lá se vão meus planos de splash de eventos randômicos, tipo Release the Angry Flood. Obrigado ao Denis pelo aviso... prometo q não faço mais. Tsc...


Glorfindel ajuda a limpar estes threats, que são realmente uma ameaça numa fellowship de vitality baixa, além de poder ser puxado via Prancing Pony.


O Jarro da Galadriel é um monstro: protege o ringbearer e ainda por cima é a maneira mais efetiva de reforçar tokens de elfo. Pra completar os companions, Cirdan e Elrond de Mount Doom. Pra guardar e usar tokens, Agility e Strenght of Arms.

Ah, e antes q alguem comente: sim, eu sei q são de Treachery & Deceit e estão valendo os olhos da cara. Sim, eu acho q vale a pena investir nelas se vc joga de elfos. Não, não tenho pra trocar.

Na shadow, a estratégia básica de Morgul Orcs de infernizar o ringbearer. Não dá pra dizer q o objetivo era corrupção, pq não é completamente orientado a burden, mas foi a alternativa q me apareceu para incomodar uma fellowship tão resistente a combates. O problema é q meu build é completamente dependente de Black Marshall, tanto pra esforçar minions enduring quanto pra fazer um pequeno swarm e obrigar o ringbearer a participar de skirmishes.

Nas duas vezes em q perdi, os trolls atropelaram minha fellowship graças aos malditos Orkish Lackeys assassinando a Arwen na região 2. Quase todo skirmish dela terminava com um troll levando overwhelm, sem ela a combinação de fierce com damage+1 foi impossível de aguentar, independentemente de estar andando em undergrounds ou não.

Das duas vitórias, a primeira foi corrompendo o Gimli na raça, e a segunda foi com a fellowship correndo muito, tendo descartado as poucas Goblin Hordes q apareceram e tendo sobrevivido aos danos de manobra na Arwen graças ao anel da Galadriel, forçando o Gimli dela a dobrar à frente do path e pisar na Buckland Homestead, descartando Proud and Able...

Em geral, achei q os Morgul Orcs continuam um pé no saco fétido dos anões, como sempre foram, até aqui nada de novo. O q me chamou a atenção foi q o site path faz toda a diferença no confronto. Mesmo indo à frente, quando foi possível pra ela plantar undergrounds usando a shadow, a fellowship aguentou muito mais. Till Durin Wakes Again definitivamente não foi feita pensando num path com 9 undergrounds, o q significa dizer q sem discard condition fica bem difícil parar essa fellow. Na base da força todo mundo sempre soube q seria difícil, mas agora com cura massiva a situação fica ruim tb para shadows de wounding/flecha.

Quanto a Elves x Trolls, o q mais incomodou foram os danos de manobra, mais até do q os trolls. A boa quantidade de eventos de skirmish praticamente impossibilita q a Galadriel tome overwhelm a menos q algum companion importante caia de surpresa. Mesmo com apenas 7 companions no deck, não houve nenhum minion unassigned sequer, parte também graças ao wound colocado do Legolas, mas principalmente por causa da incrível capacidade dos elfos de brigar e vencer skirmishes regularmente contra os trolls. Gerir cada skirmish perdido, distribuir bem os danos, saber quando deixar um companion morrer, tudo isso me pareceu contar muito, mas nada foi tão decisivo quanto ter na hora certa o Nenya a postos. Após a terceira partida eu até adicionei uma segunda cópia, q acabou ajudando também a forçar a presença de uma carta de elfo no topo do deck (para Legolas e Elrond). Nesta quarta partida, inclusive, eu consegui ver funcionar o Silver Ewer com Agility e Gil-Galad...



Rohan/Dunland: meu velho Rohan sem frescura com Dunland 2 sites, nada inovador ou revolucionário, só o básico. Foram duas partidas, vencidas na corrida da fellowship.

A fellowship de Rohan mostrou-se muito versátil. Haethen segurando os fierces ilesos enquanto Éomer limpa os trolls menores com ajuda de Deor (até hj não sei se Deor é homem ou mulher, alguem arrisca? LOL). Aliás, este pequeno Ally é meu MVP em Rohan builds já há algum tempo.

Deve ser homem... mas com esse nome?

Contra dunlands, o Grimbeorn perdeu o único combate do fim de semana, contra um Freca + War Club + Burn Every Village + Burn Every Village = exatos 19 de força. Como sempre, a primeira War Club é a mais complicada de encaixar, facilitando o trabalho das outras. Para não perder o domínio do path, ela optou por andar atrás, o q facilitou/favoreceu a corrida dos Riders.

Uma das partidas foi praticamente decidida após um double move em q ela não conseguiu baixar minions (todos na mão com "to play spot") e não conseguiu baixar hordes. Aqui ficou nítido q o deck estava grande demais, ou faltavam opções de orcs q pudessem cair na mesa pra abrir caminho pros restantes. Foi aí q abrimos a caixa de pandora e achamos uma alternativa excelente: Orkish Runner.


A quinta e a sexta cópias do Troll's Keyward


Um falso Keyward. Na região 1, é um minion q custa 4 e permite baixar Hordes. Na região 2, custa 1. Na região 3, ele se paga. Além disso, como esse deck roda duas cópias do warg comum, é um outro potencial alvo para a montaria, aproveitando do bônus de vitality da mesma forma q o Keyward original.


Rainbow Archery/Moria Archery: após uma certa segurança na pilotagem, Patroa exigiu jogar uma vez contra a infame shadow de Moria Archery, há muito tempo guardada num canto escuro da coleção para evitar Negative Player Experiences (NPEs). Ao ouvir o pedido, nem perdi tempo e empacotei a shadow numa fellow maluca q estava também encostada, mas q combinava muito bem. Sméagol Always Helps, Greenleaf, Power According to His Stature, Gondor Bowmen, Aragorn's Bow... Os trolls não conseguiram cair em massa para fugir do wounding pesado.


Enquanto isso, o jogo para os anões foi assim: no site 2, wound 2 companions. Site 3 Steward's Tomb, uma flecha. Sites 4 e 5 com 4 ou 5 flechas cada um. Site 6 Gimli corrompido. Apostar BEM alto e mandar os anões na frente garantiu o jogo, mas fiquei bastante curioso de ver esta fellowship jogando com TDWA online contra uma shadow q faz swarm e dá tiros ao mesmo tempo. Quem sabe na próxima não testamos de novo... (pela cara dela no site 6, provavelmente não!)


Noble Leaders/Uruk Tracker: refiz toda minha fellow de Gondor, tirando a manipulação de path (q estava lá por causa dos forest nazgûls), e o resultado ainda não foi muito bom. Experimentei Boromir Ringbearer, um Faramir novo, umas condições de tokens e uns esquemas de reforçar token, além do Brego que remove tokens pra causar wounds de manobra (alguem percebe um padrão aqui? token, token, token... :D). O match-up foi bastante interessante: os anões foram impedidos de curar no site 3, e ao final do site 5 estavam completamente exaustos e com 3 Wearys. mas os gondorian rangers não aguentaram a pressão e cairam no site 5, com um swarm de Trolls muito pesado. A shadow fez mágica, é verdade, mas a fellowship não estava boa, preciso encontrar de novo uma formação bacana pra gondor. Estou considerando knights, mas nesses eu confio menos ainda.


Saved from the Fire Hobbits/Men Stragglers: o mesmo deck do fim de semana anterior, mas agora com a shadow reformada. A fellowship passou muitos apuros no começo do jogo, com companion morrendo no site 3 e prejudicando todo o card advantage do deck (cheguei a descartar Saved por não ter quem queimar). Mas o q foi curioso mesmo foi o confronto entre a shadow de Stragglers cheia de minions baratos contra os anões.

Ela ia atrás, dominando o path, mas já estava cada vez mais nítido que a situação estava estabilizada e q os hobbits aguentariam o tranco. No site 4 um swarm obrigou o Gimli a brigar, mas ela conseguiu aguentar inclusive o maluco de custo 2 q caiu pela Last Days no fierce. No 5, decidiu dobrar e passar na frente no path, para tentar ganhar correndo. Até este ponto eu já tinha as 4 stragglers na mesa, cada uma com um token. Por ela ter passado à frente e pisado numa planície, eu consegui usar o Mouth of Sauron pra puxar as duas Caravans From the South do deck, jogando a quantidade de tokens da Stragglers pra 10, total de 14 ativações no máximo. Além do Boca foram mais dois minions, o q significava q o Gimli ia brigar. Até aí, nada demais, pois até essa altura minha shadow não tinha causado sequer um dano na fellow dela, todos os skirmishes perdidos sem exceção.


Com zero pontos na mesa, o lurker minion foi assigned no Gimli... Glóin precisou de um Dwarf-Lords pra vencer seu skirmish, o q adicionou dois pontos. Meu minion morreu, e eu baixei outro de custo 3 por 1 ponto. Durin venceu seu skirmish, matando o outro minion, e eu baixei outro minion de custo 3 usando o último ponto da mesa. Quando o skirmish da Columns of Easterlings começou no Gimli, dois minions não assignados na mesa, nem com a Dwarven Armor q ele vestia foi possível parar o overwhelm: 8+(14x2x2)=64. Gimli ficou 20 de força, triplo 60, overwhelm no site 6. Foi o primeiro e único skirmish q eu venci naquela partida, e também foi a primeira vez q eu consegui fazer a tal Stragglers funcionar.



Lição do dia: não jogue o lurker no ringbearer. MESMO.



Deck estranho, ainda não peguei o jeito, mas pra esse funcionar vou ter q testar mais e mais, principalmente contra fellowships maiores. Desconfio q não vai ser tão fácil chegar ao ringbearer, e tenho certeza q a vitória só aconteceu pq nem eu nem ela tinhamos nos dado conta de quanto é importante não assignar um lurker no ringbearer.




UFA!!! Passei boa parte da tarde escrevendo este post, espero q vcs tenham gostado da leitura desse wall of texzt ao menos metade do q eu me diverti jogando LOTR neste fim de semana.

Comentários, como sempre, são muito bem vindos. Também queria saber o q é q é q vcs querem ver relacionado a cardgames neste espaço. Pretendo começar a diversificar também os assuntos, mas até lá, ainda tenho posts em débito.

Game on!
Abs.

2 comentários:

  1. Otimo post, só tenho uma coisa a falar, o Gil-Galad só busca evento de Skirmish, ele tem errata, para de pegar seclusion com ele, de resto, seus decks tão bem legais, o meu gondor men que eu considero mais efetivo é o de token/noble leaders com o Boromir de RB e o Denethor buscando o Aragorn de Bloodlines (ele chega a 17-18 de força) e 4 Gandalf de shadows com 4 watch and wait, mas ele tem a mesma fraqueza dos gondor knights, muito dependente de conditions. O Deor realmente é bom, mas o Heathen é indispensável. Straggles contra fellows que não tiram conditions é só uma questão de tempo pra dar overwhelm no RB. Moria archer se o oponente não tiver um bom healing ou burden removal ou uma fellow enorme, tb é uma questão de tempo, o site que não deixa curar deu um pump nesses tipos de decks, revivendo-os com grande estilo. É isso, Flws

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  2. Caracas, tô ficando com vontade de jogar!!

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