| ... e tem gente que reclama que Magic é rápido demais... |
Honorato estava pilotando o famoso Solo Sméagol, não tão solo devido à companhia do Faramir, son of Denethor, AKA melhor companion splash ever, ring-bound just for the lulz.
Foi na frente, puxou uma carta do site (Follow Sméagol) e baixou duas (Fishing Boat, Don't Look at Them), total 4 pontos. Andou, coloquei um site de custo 3 (o único site que eu colocaria no jogo inteiro). 9 pontos, Úgluk por 6, Mauhur por 3, Kill Them Now + Kill Them Now, fierce Vengeance, morte no site 2.
O que deu errado?
No primeiro skirmish, ele descartou uma condição usando Clever Hobbits, no segundo não teve como dar mais pump e morreu com Vengeance, que eu guardei pro fierce pra forçá-lo a gastar tudo no primeiro combate.
Isso não quer dizer que ele não poderia sobreviver a este combate. Se tivesse imaginado o que eu tinha na mão, poderia ter descartado a mão inteira (6 cartas) ativando Don't Look at Them duas vezes e matando Mauhur ao primeiro sinal de perigo. Problema é: quem iria adivinhar?
Honorato já estava com a fellowship relativamente lockada. as duas conditions de custo 1 garantiriam que ele teria como matar uruks, girar a mão e plantar sites. Ele tinha seis cartas na mão. A Fishing Boat é que pode ter complicado toda a situação.
| A vilã da história? |
Sem dúvida é uma carta útil que previne overwhelm uma vez online e deve ajudar um bocado. O que ele não poderia esperar era peitar dois minions fierce tão cedo. Foram dois pontos que viabilizaram um minion extra e não colaboraram em nada para a sobrevivência da fellowship naquele site. Nem questiono que, futuramente, seria muito incômoda. Outro ponto é que é possession, mais sobre isso depois.
Assim, enumero as minhas crises com as fellowship extremamente pequenas:
1 - O risco é alto e constante, exigindo um nível de sacrifício de recursos que nem todo jogador está disposto a encarar. Destruir sua mão inicial na primeira skirmish phase por precaução não costuma ser a jogada ideal. Honorato é excelente jogador, muito mais experiente que eu, e o fato de ele não ter considerado esta opção basta pra q eu saiba q a jogada que o salvaria seria bastante absurda.
2 - Cada ponto importa. A flexibilização do site path anula parcialmente este meu temor, pois o shadow player tem maior autonomia em decidir quantos pontos terá para usar, mas em alguns casos faz sim toda diferença. Se ele tivesse dado 1 ponto a menos eu utilizaria o site que custa 4. Se tivesse dado 2 pontos a menos eu teria visto com qual shadow ele estava jogando e ai teriamos um jogo mais divertido e um post a menos no blog.
3 - Não há espaço para extravagâncias. Fishing Boat é excelente, mas pede condition de token. Condition de token pode demorar pra lockar, portanto Fishing Boat era uma carta inútil naquele momento. Baixar uma carta inútil pra liberar a mão é extravagância pra um deck que depende pesadamente de cartas na mão e de pontos adicionados. Sempre construo decks cheio de opções e alternativas, portanto bastante extravagantes, mas conto muito com a solidez e com a sinergia do build pra me permitir estes excessos. Obviamente eu erro com frequência, mas a meta é errar só em casa.
4 - Sinergia passa a ser mais importante do que o normal. Fishing Boat é possession. Clever Hobbits só descarta condição, e Nasty só dá spot em condição. Portanto Fishing Boat não serve pra alimentar os pumps do deck. OK, admito que forcei a barra... mas vc teria reparado nisso? Se fosse uma condição de 2, ele teria chance de sobreviver ao skirmish, usando Nasty no primeiro combate ao invés de Clever Hobbits. Como eu disse, em casos extremos a sinergia passa a ser ainda mais importante do que em situações normais. Este tipo de pormenor na interação das cartas passa a ser muito mais do que o trivial se seu bearer tem que encarar o overwhelm mais do que duas vezes por jogo. Falando nisso...
5 - Quanto mais o ring-bearer luta, maior o risco de perder o jogo. Parece óbvio, e é. No caso do Sméagol não há muito o que se fazer, até pq ele pode encarar bichos muito fortes, mas mesmo no caso de fellowships de Dwarves com poucos companions é algo que me ocorre sempre: correr = burden, se não agora, depois. Pra q economizar em companions? Aqui acho q é mais o estilo do jogador. Patroa está treinando com o deck de anão com 3 companions, eu já estaria rodando no mínimo 5.
Muito tempo atrás, na épóca em que os chokes de Dauntless reinavam no standard, algum jogador muito bem sucedido disse que o objetivo de cada carta no deck é salvar o ring-bearer, e cada twilight point adicionado e cada carta incluída no deck tem que colaborar com este objetivo, caso contrário não deve ser incluída. O jogo mudou muito, e a complexidade do deck-building é maior. No entanto, para este tipo de fellow, esta máxima parece ainda ter bastante força.
| Ugluk says: FUCK YEAH! |
Este é o primeiro post de estratégia, se gostarem posto mais. Se não gostarem, também.
Em breve, vou aproveitar o espaço pra comentar sobre outros assuntos. Comecei dois excelentes RPGs pra PS3, estou rejogando outro pra DS, e me convidaram insistentemente a entrar em um MMORPG. Além disso, tem release no Magic Online, quem sabe um draft ou dois pra não perder o costume? Feedback e comentários são bem vindos.
Game on!
Abs.
ainda acho que vc deu sorte...
ResponderExcluirConcordo com o Denis, tudo culpa do coração das cartas! hahaha
ResponderExcluirBlogger tip: uma série de termos podem soar estranhos para novos leitores, acho que cabe um post "Glossário" e até um post falando uma pouco mais de como é o Lord Of The Rings TCG.
Sobre o MMORPG, reforço o convite, estou começando a pegar a manha (lvl 17), acho que vc vai curtir!